Arcano Maior XV
O Diabo
O senhor das correntes que nós mesmos aceitamos.
desejoapegosombramagnetismo
Em resumo: Paixão, sensualidade, ambição, mas também vícios, dependências e padrões que prendem.
O Diabo assusta à primeira vista. Mas, no Tarô, ele não fala de inferno. Fala daquilo que nos prende.
A história da carta
No Tarô de Marselha, Le Diable aparece sobre um pedestal, com chifres e asas, e duas pequenas figuras amarradas aos seus pés. É a imagem medieval da tentação.
Para o Rider-Waite-Smith, Pamela Smith se inspirou no Baphomet desenhado por Eliphas Lévi. A Aurora Dourada ligou a carta ao signo de Capricórnio e à letra hebraica Ayin, que quer dizer olho.
Os símbolos
Embaixo do Diabo está o casal dos Enamorados, agora acorrentado, com pequenos chifres e caudas. A mesma união, só que presa ao desejo e ao medo.
Mas repare nas correntes: elas estão frouxas, largas o bastante para sair. As duas figuras poderiam ir embora. Só não perceberam ainda.
O significado profundo
O Diabo é a carta dos vícios, das dependências e dos padrões que repetimos. E também do desejo, da ambição e do prazer, que não são ruins quando a gente escolhe, e não quando a gente obedece.
Na luz
Na luz, é poder pessoal, desejo assumido e ambição consciente.
Na sombra e invertida
Na sombra, vira vício, manipulação e medo. Invertido, pode trazer uma boa notícia: a consciência do padrão e o rompimento das correntes.
No amor e no trabalho
No amor, fala de atração intensa e magnética, mas atenção ao ciúme, à obsessão e à dependência. No trabalho, de ambição e dinheiro, e do risco de acordos que aprisionam.
O conselho
O conselho do Diabo: perceba o que te prende. A corrente está frouxa.
Para refletir
Uma pergunta para levar com você: o que te prende, e você chama de escolha?
Que hábito você mantém mesmo sabendo que não te faz bem?